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A caminho da quarta idade Envelhecer é um processo natural e inevitável, mas quem disse que a terceira idade não pode ser a melhor idade? Segundo a coordenadora do Núcleo de Estudo e Pesquisa da Terceira Idade da Universidade de Brasília (UnB), Maria Regina Moreira, existem vários fatores que contribuem para o bem-estar do idoso atualmente. “O avanço da tecnologia no combate às doenças, a alimentação equilibrada, a prática de exercícios e uma vida social ativa são essenciais para uma qualidade de vida alta”, afirma. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), para medir a qualidade de vida de uma pessoa é preciso analisar seus aspectos físicos (se sente dor, desconforto, fadiga e falta de energia), psicológicos (auto-estima e concentração), o nível de independência e mobilidade, a capacidade de realização de atividades cotidianas, as relações sociais, o ambiente em que vive e o lado espiritual (crenças pessoais e religião). Sob esses pontos é possível comprovar que a melhoria na qualidade de vida dos idosos é crescente, o que pode ser percebido com o aumento da taxa de longevidade. Há 10 anos a expectativa de vida era de 65-70 anos. Atualmente saltou para 75-80 anos. Esse avanço originou uma nova definição. “Já se fala em quarta idade, a partir dos 80 anos”, comenta a coordenadora do núcleo de estudos da UnB, Maria Regina Moreira. Entretanto, o foco principal é a qualidade de vida. “Tem que se viver mais e melhor. É fundamental a saúde para desfrutar a vida”, completa. O núcleo existe há 10 anos e oferece uma série de atividades para a terceira idade como coral, reuniões semanais, palestras, minicursos, além do projeto Idoso em sua Comunidade, que promove reuniões nas quadras do Plano Piloto. Segundo o geriatra Tiago Christovam, do Hospital Universitário da UnB, as atividades físicas são essenciais na terceira idade. “O exercício físico exerce impacto sobre todos os aspectos. Aumenta a energia, reduz queixas de dor ou desconforto, aumenta a mobilidade e a capacidade para exercer atividades cotidianas, melhora a imagem corporal, aumenta a auto-estima, melhora a atividade sexual, promove socialização, entre outros benefícios”, esclarece. A fisioterapeuta Edna Sousa confirma. “Os exercícios minimizam os efeitos advindos do envelhecimento e permitem prevenir possíveis complicações”, acrescenta. Contudo, qualquer atividade física deve ser feita da maneira correta. É preciso ter acompanhamento médico e respeitar os limites do corpo. “O exercício deve ser realizado de forma gradual para que a musculatura e as articulações se acostumem com uma carga que não estavam acostumadas a serem expostas”, alerta. Para Edna, seguindo essas recomendações é possível obter um envelhecimento saudável. A professora de educação física Kátia Maria Silveira também enfatiza as vantagens da qualidade de vida aliada ao exercício. “Melhora a musculatura, o equilíbrio, o sistema cardiopulmonar e a auto-estima. É essencial chegar nessa idade com saúde”, pontua. Esforços cotidianos definidos como atividades de vida diária (AVDs) são realizados com mais sucesso. O simples ato de abrir a porta da geladeira, levantar sozinho, comer, segurar o neto, por exemplo, fica muito mais fácil quando se trabalha os músculos. Responsável pela turma de hidroginástica, em alguns horários, a professora ministra aula para até 52 idosos. _____________________________ Fonte: Jornal da Comunidade, 01/03/2005, http://www.unb.br/acs/unbcliping/cp050301-09.htm |
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