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Sue Johanson, velhinha que fala de
sexo na TV,
Leticia Rio Branco
- É só você arrumar uma brecha, apagar a luz, tirar a
dentadura e a colocar num copo. Depois do ''blow job'' (leia-se,
sexo oral), é só colocar o objeto estranho na boca e acender a luz!
Ele nem vai perceber! - Uma senhora de 85 anos, viúva há dez, estava muito entusiasmada com seu novo parceiro. Ela queria fazer sexo oral nele, mas não sabia o que fazer com a dentadura. Disse que, se seguisse o meu conselho, ela seria a mulher da idade dela que melhor fez "blow job"na história dos Estados Unidos - conta Sue, que não percebe em sua extensa lista de perguntas alguma que possa ser tachada de bizarra: - Depois de ensinar adolescentes a lidar com a sexualidade e trabalhar em penitenciárias com homens, confesso não saber o que poderia ser uma pergunta estranha. Essa da senhora de 85 anos considero apenas engraçada, como outras - afirma. Johanson deixa todos boquiabertos com a naturalidade com que fala de sexo. - Olha o que posso fazer com isso... - ameaçava ela pegando o microfone de forma, digamos, maliciosa, durante sua última coletiva de imprensa em território brasileiro antes de voltar à sua terra natal. E, mesmo depois que puxaram o microfone da mão da apresentadora, ela não deu colher de chá: - Vocês levaram o microfone porque não confiam em mim! Mas eu faço um strip-tease, sei que as pessoas daqui gostam de bunda, né? E eu tenho uma, baby! - brincou ela, que não "conheceu o comportamento sexual brasileiro por pura falta de tempo": - Não sei muito a respeito. Mas conheci uns homens bastante atraentes. Pena que não aconteceu nada - disse ela com a habitual pitada de ironia. A educadora sexual aproveitou para dar dicas para casais, ou a quem mais desejar: segundo ela, brinquedos eróticos são indispensáveis, principalmente em fases monótonas, e a utilização dos acessórios não se restringe a uma determinada faixa etária. - Um bom vibrador, por exemplo, tem a mesma utilidade para pessoas novas ou maduras. Eu sei disso! (risos) Em geral, os brinquedos eróticos são adicionais maravilhosos, principalmente se a vida sexual anda morna. É lógico que a esposa vai chegar em casa com aquilo na mão e o marido vai dizer, intimidado: 'Ei, que diabos é isso que você comprou? Você tem aqui o Sr. (ela aponta para sua pélvis, imitando o típico machão) de prontidão!'. Chega a vez de ela falar (Sue muda para uma voz sensual... e adota olhar apertadinho): 'Vem cá, garanhão! Vou te mostrar como você usa isso'. Ela o estimula, passa ao redor e nos testículos, na base do pênis. E no clitóris, claro. Aposto que ele vai ficar viciado em brinquedinhos sexuais! Anotou? Agora, é só experimentar. Ou, em caso de dúvida, pergunte a Sue. __________________________ Fonte: Fonte: http://oglobo.globo.com/online/cultura/167491578.asp Manual de sobrevivência sexual de Sue Johanson
Sue por Sue "Sou a dama atrevida do sexo, sou terrível. Sempre digo o que sinto, não brinque comigo!"
Camisinha
Masturbação A entrada do sexo (no sentido verbal) na vida de Sue "Antes de trabalhar com sexualidade, era esposa e mãe. Meus filhos foram crescendo e não conseguia falar com eles sobre sexo, mas podia falar com os amigos deles. Reunia a turma toda e conversava com eles, rezando para que as informações chegassem aos ouvidos das minhas crianças. E percebi que muitos não sabiam nada sobre o assunto, foi então que decidi dar aulas sobre o assunto: voltei para a universidade, consegui os créditos necessários para ensinar sexualidade. Comecei a ensinar e depois nas universidades".
Monogamia A vida sexual de Sue... depois de se tornar experiente no assunto
"Ah, queridos... a minha vida sexual mudou. Não sei se
foi por causa do fato de estar envolvida na área da sexualidade,
ou porque era mãe e esposa antes de trabalhar. Trabalhando muito,
estava fora de casa muitos dias. Isso mudou a dinâmica do
relacionamento. Mas gradualmente, voltou a normal". "Sou mãe e posso falar: teve um momento terrível na minha vida, que foi o de falar com meus filhos sobre sexo. Tinha a idéia de que, a partir do momento em que falasse sobre isso com eles, estaria dando permissão para eles fazerem aquilo. Hoje sei que estava errada, mas ainda tenho esse sentimento. É muito embaraçoso falar sobre pênis e vagina com os filhos. Você poderia imaginar seu pai e sua mãe fazendo sexo? Imagine o pai falando para seu filho: o papai está colocando o pênis na vagina da mamãe? Você vai dizer isso?"
"Outro problema é que, quando as minhas crianças eram
muito pequenas, não tinha todas as respostas. A maioria dos pais é
muito relutante em falar com os filhos sobre o tema, deveriam
começar quando as crianças são menores acompanhando o crescimento
delas. Os pais deveriam conversar sobre menstruação, sentimentos,
beijos, ter um namorado, sentir paixão... Como você se sente em
relação ao sexo? E em relação ao seu corpo? Qual o seu sentimento
quando seu namorado toca você? Se a pessoa não estiver confortável
com isso, ela não está pronta para o sexo. É simples dizer 'não
estou pronta, estou embaraçada, assustada e não quero fazer isso
agora'. Os pais devem dar permissão para os filhos dizerem não. E
tentarem entender o porquê do não. "Sexo sempre, toda vez e o tempo todo!" ___________________________________
Fonte: Globo Online, 04/04/2005 |
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