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Sue Johanson, velhinha que fala de sexo na TV,
vem ao Brasil e fala (mesmo!) de seu tema favorito 

Leticia Rio Branco

- É só você arrumar uma brecha, apagar a luz, tirar a dentadura e a colocar num copo. Depois do ''blow job'' (leia-se, sexo oral), é só colocar o objeto estranho na boca e acender a luz! Ele nem vai perceber!

Se você achou que essa frase foi dita por homens numa mesa de bar, prepare-se para ser surpreendido. O conselho é da educadora sexual canadense - e dona de um diálogo pra lá de apimentado - Sue Johanson, uma velhinha simpática que, sobre a idade, diz apenas ter nascido "em algum momento do século 20". Sem nenhum pudor, como se pode perceber pela fala acima, ela responde a qualquer pergunta do gênero. Sue esteve no Brasil semana passada para divulgar seu novo programa,"Sunday night sex show", versão canadense de "Falando de sexo com Sue Johanson" com estréia prevista para 29 de maio, ambos exibidos pelo canal por assinatura GNT em que ela mostra o que sabe fazer melhor: tirar dúvidas sexuais.

- Uma senhora de 85 anos, viúva há dez, estava muito entusiasmada com seu novo parceiro. Ela queria fazer sexo oral nele, mas não sabia o que fazer com a dentadura. Disse que, se seguisse o meu conselho, ela seria a mulher da idade dela que melhor fez "blow job"na história dos Estados Unidos - conta Sue, que não percebe em sua extensa lista de perguntas alguma que possa ser tachada de bizarra: - Depois de ensinar adolescentes a lidar com a sexualidade e trabalhar em penitenciárias com homens, confesso não saber o que poderia ser uma pergunta estranha. Essa da senhora de 85 anos considero apenas engraçada, como outras - afirma.

Johanson deixa todos boquiabertos com a naturalidade com que fala de sexo.

- Olha o que posso fazer com isso... - ameaçava ela pegando o microfone de forma, digamos, maliciosa, durante sua última coletiva de imprensa em território brasileiro antes de voltar à sua terra natal. E, mesmo depois que puxaram o microfone da mão da apresentadora, ela não deu colher de chá:

- Vocês levaram o microfone porque não confiam em mim! Mas eu faço um strip-tease, sei que as pessoas daqui gostam de bunda, né? E eu tenho uma, baby! - brincou ela, que não "conheceu o comportamento sexual brasileiro por pura falta de tempo":

- Não sei muito a respeito. Mas conheci uns homens bastante atraentes. Pena que não aconteceu nada - disse ela com a habitual pitada de ironia.

A educadora sexual aproveitou para dar dicas para casais, ou a quem mais desejar: segundo ela, brinquedos eróticos são indispensáveis, principalmente em fases monótonas, e a utilização dos acessórios não se restringe a uma determinada faixa etária.

- Um bom vibrador, por exemplo, tem a mesma utilidade para pessoas novas ou maduras. Eu sei disso! (risos) Em geral, os brinquedos eróticos são adicionais maravilhosos, principalmente se a vida sexual anda morna. É lógico que a esposa vai chegar em casa com aquilo na mão e o marido vai dizer, intimidado: 'Ei, que diabos é isso que você comprou? Você tem aqui o Sr. (ela aponta para sua pélvis, imitando o típico machão) de prontidão!'. Chega a vez de ela falar (Sue muda para uma voz sensual... e adota olhar apertadinho): 'Vem cá, garanhão! Vou te mostrar como você usa isso'. Ela o estimula, passa ao redor e nos testículos, na base do pênis. E no clitóris, claro. Aposto que ele vai ficar viciado em brinquedinhos sexuais!

Anotou? Agora, é só experimentar. Ou, em caso de dúvida, pergunte a Sue. 

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Fonte: Fonte: http://oglobo.globo.com/online/cultura/167491578.asp 

Manual de sobrevivência sexual de Sue Johanson

Sue por Sue

"Sou a dama atrevida do sexo, sou terrível. Sempre digo o que sinto, não brinque comigo!"

Camisinha

"As pessoas ouvem falar de Aids e mesmo assim têm o que chamo de fadiga do preservativo. Ou seja, fazem sexo sem proteção. Muita gente mantém esse tipo de comportamento desde a primeira vez em que fazem sexo. Então, nada acontece e você pensa 'ok, estou bem estou protegida, não preciso usar isso'. Os caras também usam a mesmas frases: 'não gosto de usar camisinha porque tira a sensação', 'gosto de sentir a pele na pele', quando estou de camisinha perco minha ereção imediatamente, cabum!'. Sem falar nas tradicionais: 'o que você acha que sou? Sou um cara limpinho!'. Os homens querem convencer as mulheres a não usar camisinhas. Temos que pensar em controle de natalidade e na transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. E bater nesta tecla de sexo seguro".

Masturbação

"Costumo dizer que o único sexo totalmente seguro que existe é o sexo solitário, a chamada masturbação. Vocês, garotos, são muito bons nisso, aprenderam isso desde cedo, né? São realmente bons de masturbação. Já as mulheres sempre ouviram que garotas legais não tocam nem olham os seus genitais. Não é à toa que as mulheres não se sentem confortáveis em aprenderem a dar prazer a si mesmas. Isso é um absurdo, quando você pára e pensa que 87% das mulheres alcançam prazer através da masturbação. A fêmea tem que conhecer o corpo dela".

A entrada do sexo (no sentido verbal) na vida de Sue

"Antes de trabalhar com sexualidade, era esposa e mãe. Meus filhos foram crescendo e não conseguia falar com eles sobre sexo, mas podia falar com os amigos deles. Reunia a turma toda e conversava com eles, rezando para que as informações chegassem aos ouvidos das minhas crianças. E percebi que muitos não sabiam nada sobre o assunto, foi então que decidi dar aulas sobre o assunto: voltei para a universidade, consegui os créditos necessários para ensinar sexualidade. Comecei a ensinar e depois nas universidades".

Monogamia

"Quem disse que não é normal ser monogâmico num casamento? Eu acredito que homens têm desejo de se envolver com outras parceiras, mas só porque você tem o desejo isso não significa que você deve agir. Se a pessoa se mantém um relacionamento fora do casamento, este que possui um elevado nível de confiança entre ambas as partes, é muito difícil reconstruir isso. A mulher pode até perdoar uma escapada dele, mas ela nunca vai esquecer isso. Sempre vai ficar aquela dúvida, um sentimento de ela não estar mais satisfazendo ao parceiro, vai sempre estar lá."

A vida sexual de Sue... depois de se tornar experiente no assunto

"Ah, queridos... a minha vida sexual mudou. Não sei se foi por causa do fato de estar envolvida na área da sexualidade, ou porque era mãe e esposa antes de trabalhar. Trabalhando muito, estava fora de casa muitos dias. Isso mudou a dinâmica do relacionamento. Mas gradualmente, voltou a normal".

Falar de sexo em casa

"Sou mãe e posso falar: teve um momento terrível na minha vida, que foi o de falar com meus filhos sobre sexo. Tinha a idéia de que, a partir do momento em que falasse sobre isso com eles, estaria dando permissão para eles fazerem aquilo. Hoje sei que estava errada, mas ainda tenho esse sentimento. É muito embaraçoso falar sobre pênis e vagina com os filhos. Você poderia imaginar seu pai e sua mãe fazendo sexo? Imagine o pai falando para seu filho: o papai está colocando o pênis na vagina da mamãe? Você vai dizer isso?"

"Outro problema é que, quando as minhas crianças eram muito pequenas, não tinha todas as respostas. A maioria dos pais é muito relutante em falar com os filhos sobre o tema, deveriam começar quando as crianças são menores acompanhando o crescimento delas. Os pais deveriam conversar sobre menstruação, sentimentos, beijos, ter um namorado, sentir paixão... Como você se sente em relação ao sexo? E em relação ao seu corpo? Qual o seu sentimento quando seu namorado toca você? Se a pessoa não estiver confortável com isso, ela não está pronta para o sexo. É simples dizer 'não estou pronta, estou embaraçada, assustada e não quero fazer isso agora'. Os pais devem dar permissão para os filhos dizerem não. E tentarem entender o porquê do não.

Sugestão final

"Sexo sempre, toda vez e o tempo todo!"

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Fonte: Globo Online, 04/04/2005
http://oglobo.globo.com/online/cultura/167492856.asp

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