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Pesquisa que será publicada na edição de maio da PLoS Medicine mostra que problemas como obesidade e níveis elevados de colesterol cresceram de forma assustadora tanto nos países em desenvolvimento como nos mais pobres. O trabalho utilizou dados como renda per capita e índices de massa corpórea (IMC) obtidos em cem países. Vários outros indicadores foram analisados. Pelos cálculos realizados por Majud Ezzati, da Escola de Saúde Pública de Harvard, e colaboradores, os números do IMC e do colesterol de uma população crescem de forma vertiginosa até uma renda per capita de US$ 12,5 mil para mulheres ou de US$ 17 mil, no caso dos homens. Apenas para comparação, enquanto o brasileiro tem uma renda per capita de US$ 2,8 mil, os norte-americanos chegam aos US$ 37,3 mil. O artigo Rethinking the “Diseases of Affluence” Paradigm: Global Patterns of Nutritional Risks in Relation to Economic Development mostra que o aumento da renda está diretamente associado com os aumentos do IMC e dos níveis de colesterol. Outro fator que causa um impacto maior sobre o coração das pessoas é o fato de que mais e mais habitantes da Terra vivem em cidades. Isso altera, de forma drástica, o padrão alimentar e de vida das pessoas. Para Ezzati e colegas, está claro que o crescimento do risco de desenvolver doenças do coração ocorre de forma mais concentrada em países pobres ou em desenvolvimento do que entre os mais ricos. Depois de se atingir o ponto de viragem da renda per capita, os problemas chegam a decrescer em alguns casos. A partir dos resultados obtidos pelos pesquisadores de Harvard, a recomendação é bastante recorrente. Prevenir a obesidade, controlar a pressão sangüínea, o colesterol e o consumo de cigarro não são medidas que devem ser adotadas, a partir de agora, apenas entre as populações mais ricas do mundo. ____________________________________
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