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Solitários têm mais
risco de doenças cardíacas

Segundo a pesquisa, homens precisam de
convivência social
Ser
sociável
é
bom
para
o
coração,
segundo
pesquisa
de
cientistas
americanos
De acordo com o
estudo, apresentado em um encontro da Associação Americana do
Coração, homens que não têm muitos vínculos próximos com amigos e
familiares apresentam altos níveis de uma molécula sangüínea que
indica inflamação.
A
inflamação
parece
ter
influência no
surgimento
de arterioescleroese ao
permitir
que
os
glóbulos
brancos fiquem "grudados" na
parede dos
vasos
sangüíneos.
Isso
torna
mais
fácil
a
acumulação de
depósitos
de
gordura
nas
paredes das
artérias.
Molécula
Os
pesquisadores
estudaram 3.267
homens e
mulheres
com
idade
média
de 62
anos, de todas as
partes
dos
Estados Unidos,
que participaram da
pesquisa,
chamada
Framingham Heart Study.
Eles passaram
por
exames
médicos
entre
1998 e 2001,
em
que
os
cientistas mediam
a
concentração
sangüínea
de
quatro
indicadores
de
inflamação,
incluindo a
molécula
interleukin-6 (IL-6).
Os participantes
também
respondiam
perguntas
sobre
seu
estado
civil,
número
de
parentes
ou
amigos
próximos
em
quem
eles
pudessem
confiar,
e
sua participação
em
clubes,
associações
e
grupos
religiosos.
A
partir
dessas
informações, os
cientistas
criaram uma classificação
para
os participantes de
acordo
com
o
seu envolvimento
social, partindo de 1 (isolamento
social)
a 4 (várias
conexões
sociais).
Depois da avaliação
dos maiores fatores de risco para doenças cardíacas, a pesquisa
mostrou que os homens com os níveis mais baixos de envolvimento
social tinham os níveis mais elevados de IL-6.
Homens e mulheres
Os
pesquisadores
disseram
que a
diferença
entre
homens
com
classificação
mais
baixa
e
mais
alta é
significativa.
Segundo
os
cientistas, a
concentração
de IL-6, e
conseqüentemente
inflamação,
pode
ser
elevada
em
hpmens
socialmente
isolados
porque
eles
têm
mais
tendência
a
viver
de
forma
menos
saudável.
Para
eles
também,
pessoas
socialmente
isoladas têm
mais
tendência
a
sofrer
de
depressão
e
viver
sob
estresse
do
que aquelas
mais extrovertidas. No
entanto,
a
pesquisa
não indicou
diferença
entre
mulheres
socialmente
isoladas
com
com
alta
conexão
social.
Os
pesquisadores
dizem
que
isso pode
ter
surgido
porque
eles perguntaram
sobre
quantidade
e
não
qualidade
de relacionamentos o
que,
segundo
eles,
pode
ser
um
fatos
decisivo
para
as
mulheres.
Também
não
foi encontrada
qualquer
ligação
entre
outros
indicadores
de
inflamação no
sangue e a sociabilidade.
Risco
"Nossa
análise
sugere
que
ser
conectado
socialmente
pode
ser
bom
para
o
coração", disse
Eric Loucks, da
Escola
de
Saúde
Pública da
Universidade
de Harvard, e
um dos
autores
da
pesquisa. "No
geral,
parece
que é
bom
para
a
saúde
ser
próximo de
amigos
e
familiares,
ser
ligado a
grupos
comunitários
ou
organizações
religiosas e
ter
um relacionamento
próximo."
Para Cathy Ross, da
British Heart Foundation (fundação britânica de cardiologia), os
resultados dessa pesquisa "reforçam a evidência de que o aumento de
indicadores de inflamação pode ser sinal de maior risco de doenças
cardíacas".
"(A
pesquisa)
identificou
aumento desses
indicadores
naqueles
que estão
socialmente
isolados e ligou
com o
fato
de
que
indivíduos
desse
grupo podem
ser
menos
ativos
e têm
maior
probabilidade
de
fumar.
Ambos
são
fatores
de
risco de
doenças cardíacas
significativos",
disse
ela. "Programas
de
reabilitação e
grupos de
apoio,
como
os
que
são administrados
pela
fundação,
mostram
que
apoio
a
pacientes e
suas
famílias
aumenta
a
confiança
e reduz o
isolamento."
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Fonte:
BBCBrasil.com
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Disponível
em:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/ |