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Inventor combina computação e tecnologia
para retardar o envelhecimento

 

Por Steve Lohr 

 

Ray Kurzweil começou seu jantar com um comprimido. “Um bloqueador de amido”, explicou, “um dos meus 250 suplementos por dia”. O risco de encontrar amido parecia bem pequeno no restaurante vegetariano em Manhattan que ele escolheu para jantar. Mas Kurzweil, um renomado inventor e técnico em computação, tem rígidas visões sobre questões alimentares. 

 

Seu regime para a longevidade não é a xícara de chá de todo mundo (preferivelmente chá verde, aconselha Kurzweil, que contém antioxidantes extras). E a maioria das pessoas ridicularizaria sua noção de que as novas tendências na medicina, biotecnologia e nanotecnologia abrem um caminho realista para a imortalidade – a afirmação central de um novo livro de Kurzweil junto com o dr. Terry Grossman, um médico e fundador de uma clínica de longevidade em Denver.

“Estou falando sério”, afirmou Kurzweil, um homem forte com poucas linhas de expressão em seu rosto de 56 anos. “Eu acho que a morte é uma tragédia. Eu acho que o envelhecimento é uma tragédia. E ir além dos limites é o propósito da nossa espécie”. O estudo da biologia humana, explicou, está cada vez mais perto de seu principal campo de experiência: a computação. Kurzweil indica avanços na medicina e genética como liderando a direção da biologia como um tipo de computação.

“Os genes são programas seqüenciais”, afirmou. “Estamos aprendendo como manipular os programas dentro de nós, o software da vida. E pessoalmente, eu realmente acredito que o que estou fazendo é re-programar minha bioquímica”. Em seu novo livro, “Fantastic Voyage: Live Long Enough to Live Forever” (Rodale, 2004), os autores não oferecem uma solução genial que garanta uma vida mais longa e saudável até surgir uma tecnologia que altere a composição biológica de uma pessoa.

Eles defendem que as pessoas comam menos do que precisam, com dietas baixas em carboidratos e gordura, muitos vegetais e poucos laticínios. Os autores são grandes defensores dos exercícios aeróbicos diários e do valor saudável dos antioxidantes, como as vitaminas A, C e E.  

Kurzweil, entretanto, recomenda bem mais que o conselho padrão. Por exemplo, ele e Grossman defendem o consumo de grandes doses de vitaminas e minerais e recomenda que o seu corpo mostre o que ele precisa – uma postura que, segundo alguns especialistas, é extrema e talvez arriscada. “Eles defendem o consumo excessivo de vitaminas aceitando evidências ainda não-provadas, antes de elas serem avaliadas”, afirmou S. Jay Olshansky, um professor na escola de saúde pública da Universidade de Illinois, em Chicago.

Mas o sangue, metabolismo e saúde de Kurzweil são monitorados regularmente e os resultados parecem encorajadores. Sua idade biológica, medida através de testes de audição de alta freqüência, memória e capacidade pulmonar, é de cerca de 40 anos. “De certa forma, eu me trato como um laboratório”, afirmou.

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Fonte: The New York Times, 27/12/2004.

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